quinta-feira, 29 de setembro de 2022

MUSICA

 Música


Clave!


Gosto muito de música!

Não só de ouvir, gosto também de me arriscar em algumas notas ao violão, gosto da ler sobre a história, imaginar  qual foi o momento que a produção de algum som provocou algum estímulo, ou que aquele ser pensante desejou que aquilo voltasse a acontecer. 

A música traz poesia não só nos versos cantados sobre sua melodia, mas também na escrita musical.

Nos causa fascínio denominações e termos como clave de sol, sustenido (#, sim a hashtag), pauta e demais termos que permeiam a nossa vida, para além da musica. Quem nunca ouviu que era para ficar "pianinho" significando falar baixinho ou suave?

Esta atenção a poesia da terminologia musical, vai da estrutura base, vejamos por exemplo que o nome dado as notas musicais, vem de um hino a São João Batista, que teria servido a Guido D'Arezzo no Século XI, por volta de 1025, para nomear os sons da escala diatônica de Dó.[1]

UT queant laxis
REsonare fibris
MIra gestorum
FAmuli tuorum,
SOLve polluti
LAbii reatum,
Sancte Iohannes

A primeira nota, "UT", foi substituida por Dó de Dominus, pois sua pronúncia não facilitava a vocalização, assim como Si, vem das iniciais de São João, em latim Sancte Iohannes e aí estão todas as notas Dó, ré, mi. fá, sol, lá, si....Dó (sim se não terminar na tônica dá uma angústia)

A tradução mais literal deste texto em latim, poderia ser:  "Para que os servos possam, com suas vozes soltas, ressoar as maravilhas de vossos atos, limpa a culpa do lábio manchado, ó São João

Esta notação musical é utilizada de forma universal, sendo que a partitura de qualquer orquestra ao redor do planeta, terá este mesmo ponto em comum.

Você reunirá músicos de todas as origens e locais e os poderá reunir, sem que entre eles existam línguas comuns, que ainda assim compreenderão a partitura e poderão tocar juntos a obra escrita.

Independente da crença de cada um, existe algo de belo nessa codificação, que trata de "vozes soltas" limpeza dos  lábios, enquanto se grafam as colcheias, seminimas ou semibreves.

Sim, a palavra clave, quer dizer literalmente chave, por isso usei na abertura do presente texto. 

Finalizo assim, com Fine (nem precisa explicar).


Amanhã, escrevo de novo.

O tema? Vai depender do que a vida me trouxer a memória.


Pax!


29/9/22


 


 



quarta-feira, 28 de setembro de 2022

 FIM DE TARDE



Faz pouco era de manhã, tomei café, olhei para o celular e fui.

Mas é esse agora que me assusta, já tem sol no beiral da janela e logo o prédio azul esconde boa parte da sua luz, e mais um pouquinho só de tempo, o horizonte vira vermelho, rubro escuro e só as luzes dos postes aparecerão.


Fiz várias coisas, fui socialmente produtivo.


Mas não sei se produzi suficientemente para mim. Não falo de dinheiro. Esse, apesar de não ser muito, me permite o sustento com alguns pequenos confortos.


Penso em produzir motivos. 

Sim, motivos, para que ao despertar amanhã não venha junto qualquer dúvida, só certezas. 

Está certo, pode vir alguma dúvida também, afinal como decidir entre uma boa massa ou um bem temperado risoto?


Não se pode afirmar que estarei lá, a vida é mesmo uma pequena pluma ao vento,  mas  se lá estiver, quero fazer amanhã o motivo do dia seguinte, de modo a não saber mais distinguir causa e efeito.


Então....


Até lá!











terça-feira, 27 de setembro de 2022

Terça comum

 Terça Comum



Hoje é uma terça comum.

Sei disso porque ontem foi uma segunda comum e, provavelmente, amanhã vai ser uma quarta comum.

Isso não é nada muito relevante nem mesmo empolgante, mas é um fato. Não temos todos os dias fatos excitantes e capazes de serem marcados de forma indelével em nosso cérebro.

As vezes o máximo de nossa aventura diária será decidir tomar um café sem açúcar (sim tomo sem açúcar, não me julguem) e decidir entre os carboidratos no restaurante na hora do almoço.

Se pensarmos em dimensões cósmicas,..., melhor não, caso contrário entraremos em looping de poeira de estrela, finitude humana, etc....

Por necessidade e para não sermos sepultados por nossos próprios pensamentos, nossas memórias vão se esvaindo e as "escolhas" de recuperação vão depender de quanto elas nos deixaram sentir na sua formação, evocando cheiros, gostos, texturas, cores quando provocaram alegrias, tristezas, surpresas e qualquer efeito. As palavras chaves são Sentimento (emoção) e sentidos (percepção).

Mas existe uma curiosidade que quem já acompanhou o decaimento mental de outrem, seja por demência, alzheimer ou traumas, certamente já observou, que é a recuperação de memórias cotidianas.

Mesmo que embaralhadas, lembranças de uma rua, um riacho ou se o pai já chegou em casa para o jantar,  vão se reconstituindo e mostram quão relevante o comum é interessante.

O bom dia recebido na portaria e o comentário durante o cafezinho na lancheria (tão bom, o café lá é doce), são uma aventura sob o ponto de vista biológico e sensorial e vão vir a tona quando no futuro você estive em um diálogo casual com os seus. 

Falando nisso, Bom dia! Qual a sua aventura?

27/9/22dia comum



 




 



segunda-feira, 26 de setembro de 2022

 Suspiro da cachorrinha

🐕🐕🐕


Domingo a tarde, sentados no sofá, aquela agradável preguiça, olhos perdidos entre algum vídeo de Youtube ou leitura avulsa, e a nossa pequena Shitzu Mendi (grafamos assim, não sei se foi a melhor escolha) suspirou. 

Existem várias explicações para o suspiro, mas não me refiro aqui as cientificamente elaboradas e, portanto refutáveis,  falo daquelas que vem da metafísica e que vinculam o suspiro com a alma.

Pois foi naquele momento, mesmo não sendo alguém que tenha alguma fé, que pensei na versão bíblica que diz que Deus soprou nas narinas do ser inanimado, tornando barro em humanidade, lhe introduzido a alma, sendo então o suspiro uma manifestação desta.

Aquela nossa pequena companheira, debruçada no sofá, no período entre pequenas traquinagens e cumprimento de suas necessidades fisiológicas estabeleceu para mim que, ou alma não existe, ou todos as possuímos, mesmo aquele "serzinho" tido como (ir)racional.

Suspirou pois algum pensamento de amor ou felicidade, ou quem sabe uma tristeza ou melancolia, trespassou em seus pensamentos, algum fragmento de memória, algum fato  passado.

Não sei ao certo. Se não compreendo coisas como alma e amor, também desconheço sobre neurologia ou espasmos pulmonares.

Mas dentro as crenças possíveis, me apraz aquela que nos coloca em pé de igualdade com esse animalzinho que nos traz tanto conforto e afeto, em momentos que certamente, vão me provocar suspiros em breve.

(suspiro) 

p.s. Não achei onomatopéia para suspiro.

 

26/9/22



 




quinta-feira, 16 de janeiro de 2020


COMO UMA PEDRA

A dor da ferida,
Da perda, da ofensa.
Da agressão gratuita,
Ou proveniente de ódio criado

A guerra contida,
O ódio guardado,
O punho cerrado,
O golpe desferido ou não.

Tudo que vem da ação,
Não pode provocar dano
Tão profundo e permanente
 Quanto do silêncio

A indiferença constrói um muro
Fica rodeado de vazio
Intransponível
Foço repleto de quimeras

Refém da própria indiferença
Queria que ela jogasse
Apenas uma partida por vez
O jogo nunca termina

Não é ausência de importar-se
E sim  o fato de não conseguir compreender
Qual a razão, qual a importância
De estender 1 ou 10 anos

quarta-feira, 15 de janeiro de 2020

Te AMO


Peço desculpas, sei que isso te insulta,
Não se pode nunca exigir de alguém
Que este aceite amor,
Não é justo, nem mesmo na reciprocidade,
Pois aprisiona e obriga, de forma não natural.


Penso em dizer de outra maneira
Mas seria apenas outro jeito de causar sofrimento
É embaraçoso e desconfortável,