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sexta-feira, 6 de setembro de 2019

Sorriso


Sorriso


Eu queria contar, mas não posso,
Como dizer que já não tenho respostas,
Os dedos iniciam e escrevo as palavras,
Para em seguida apaga-las com pressa.

Já se perdeu o direito de ser fraco,
Não se pode ruir enquanto se é esteio,
Nem mesmo que avance a corrosão d’alma,
Pois o que seria daqueles que ali se socorrem do abismo.

O tempo age sem pudor, como aliado e adversário,
Seu termo cada vez mais perde distância
Mas a fadiga, ação do tempo sobre a persona
Comete seus flagelos de agudez certeira.

Os lábios então se calam,
Os pensamentos serão levados para um local ermo
Dentro o campo abstrato das ideias
Na esperança de que silenciem.

Sorriso ao rosto, palavras doces nos lábios,
E mesmo que dentro de si, tudo ao contrário seja dito,
Agir sempre de forma a ser suporte,
Para que aquele que sobre este repousa, saiba:
Vai dar tudo certo!