segunda-feira, 11 de dezembro de 2017
Estupidez
Estupidez
A minha relevância pouco importa,
O conjunto oferece ainda menos opulência,
Deixo escrito, porque o papel não julga, aprecia ou questiona,
Cumpre sua finalidade absorvendo os sentimentos pela tinta,
Ou da imagem pelos pixels,
Mas a dor, sim a Dor!
Esta senhora sim, é importante.
Pois é amiga da vida e da morte,
Faz para o vivo por vezes desejar a morte,
Ou lembrar da vida plena.
Sim, é diagnóstico e proteção contra toda a estupidez.
Nemo Tenetur se Detegere
quarta-feira, 25 de janeiro de 2017
Dor
Dor.
O silêncio.
O silêncio.
O silêncio!
Por que é tão ensurdecedor?
Por que dói tanto o que ele vem dizer?
Nem o som que vem da rua é capaz de afugentá-lo, nem mesmo se eu próprio cantar.
Te odeio, te amo, não sei viver contigo.
O silêncio nunca está quieto, nunca é indiferente, nunca nos priva de sua presença.
Repercute em meus tímpanos e terminações nervosas,
Provoca meus sentimentos que estão no escuro.
E eis que temos então, o escuro. O escuro!
O silêncio.
O silêncio.
O silêncio!
Por que é tão ensurdecedor?
Por que dói tanto o que ele vem dizer?
Nem o som que vem da rua é capaz de afugentá-lo, nem mesmo se eu próprio cantar.
Te odeio, te amo, não sei viver contigo.
O silêncio nunca está quieto, nunca é indiferente, nunca nos priva de sua presença.
Repercute em meus tímpanos e terminações nervosas,
Provoca meus sentimentos que estão no escuro.
E eis que temos então, o escuro. O escuro!
quarta-feira, 18 de janeiro de 2017
Quando
Quando
Quando irei partir?
Quando deixarei de ter medo?
Quando acordarei cedo?
Quando ficarei acordado por mais tempo?
Quando deixarei de ter medo?
Quando acordarei cedo?
Quando ficarei acordado por mais tempo?
Não quero resposta breve
Nem algo que venha de qualquer jeito
Quero ouvir com o vagar do vento
Que seja lento, mas bom e duradouro.
Nem algo que venha de qualquer jeito
Quero ouvir com o vagar do vento
Que seja lento, mas bom e duradouro.
Deve-se então preocupar,
Que os fundamentos sejam fortes,
Justificando todas as conclusões,
Com premissas, antes belas, do que verdadeiras.
Que os fundamentos sejam fortes,
Justificando todas as conclusões,
Com premissas, antes belas, do que verdadeiras.
De tal sorte que eu nesse dia queira,
Em resposta aos meus anseios,
Ser acariciado por tua voz em sofismas sem fim,
Mais aproveitando o caminho, do que terminando a jornada.
(Nemo Tenetur se Detegere)
Em resposta aos meus anseios,
Ser acariciado por tua voz em sofismas sem fim,
Mais aproveitando o caminho, do que terminando a jornada.
(Nemo Tenetur se Detegere)
Musica 1
A música sai, o violão tange, mas a voz não.
O que tenho a dizer deverá ser compreendido apenas pela melodia,
Não por escolha minha, mas em função do embargo à voz,
Que renitente repetia velha cantilena, sem se fazer entender,
Sem ter a mesma eficácia de tola e simples melodia,
Que em meu nome chora todas as minhas dores imaginárias,
Celebrando os problemas que eu mesmo criei ou transformei em quimeras,
Não que sejam mentiras, pois tenho que vencê-los,
Mas por crer que, apesar de sua falsa-existência, sejam capazes de produzir a infelicidade.
O que tenho a dizer deverá ser compreendido apenas pela melodia,
Não por escolha minha, mas em função do embargo à voz,
Que renitente repetia velha cantilena, sem se fazer entender,
Sem ter a mesma eficácia de tola e simples melodia,
Que em meu nome chora todas as minhas dores imaginárias,
Celebrando os problemas que eu mesmo criei ou transformei em quimeras,
Não que sejam mentiras, pois tenho que vencê-los,
Mas por crer que, apesar de sua falsa-existência, sejam capazes de produzir a infelicidade.
Nemo tenetur se detegere
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