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quinta-feira, 16 de janeiro de 2020


COMO UMA PEDRA

A dor da ferida,
Da perda, da ofensa.
Da agressão gratuita,
Ou proveniente de ódio criado

A guerra contida,
O ódio guardado,
O punho cerrado,
O golpe desferido ou não.

Tudo que vem da ação,
Não pode provocar dano
Tão profundo e permanente
 Quanto do silêncio

A indiferença constrói um muro
Fica rodeado de vazio
Intransponível
Foço repleto de quimeras

Refém da própria indiferença
Queria que ela jogasse
Apenas uma partida por vez
O jogo nunca termina

Não é ausência de importar-se
E sim  o fato de não conseguir compreender
Qual a razão, qual a importância
De estender 1 ou 10 anos

quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

Dor

Dor.



O silêncio.

O silêncio.

O silêncio!

Por que é tão ensurdecedor?

Por que dói tanto o que ele vem dizer?

Nem o som que vem da rua é capaz de afugentá-lo, nem mesmo se eu próprio cantar.

Te odeio, te amo, não sei viver contigo.

O silêncio nunca está quieto, nunca é indiferente, nunca nos priva de sua presença.

Repercute em meus tímpanos e terminações nervosas,

Provoca meus sentimentos que estão no escuro.

E eis que temos então, o escuro. O escuro!