quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

Dor

Dor.



O silêncio.

O silêncio.

O silêncio!

Por que é tão ensurdecedor?

Por que dói tanto o que ele vem dizer?

Nem o som que vem da rua é capaz de afugentá-lo, nem mesmo se eu próprio cantar.

Te odeio, te amo, não sei viver contigo.

O silêncio nunca está quieto, nunca é indiferente, nunca nos priva de sua presença.

Repercute em meus tímpanos e terminações nervosas,

Provoca meus sentimentos que estão no escuro.

E eis que temos então, o escuro. O escuro!

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